quinta-feira, 31 de julho de 2008

Antes que o sol aperte

Episódio 64

Começou a contagem decrescente para quem ainda tem a vontade de mostrar a nova tatuagem na praia, no campo ou em qualquer outro local.
É do conhecimento de todos que o sol é o inimigo número 1 das tatuagens, como tal: apressem-se aqueles que ainda tenham pela frente pelo menos três ou quatro semanas de trabalho antes de se poderem expor ao sol ou a altas temperaturas.



Os "hagás" da sua vida estão aqui representados num ideograma chinês. Pela letra "H" (coincidência ou "perseguição"?), começam os nomes das pessoas que mais marcam ou marcaram a vida desta cliente que decidiu agora pôr à vista de quem quiser ver uma tatuagem simbólica para muitos, mas muito especial para ela.







Se juntarmos à intenção desta tatuagem: um admirável fascínio por dragões; a força dada pela noiva; o facto de ser portista e a vontade de fazer a 3ª tatuagem (porque segundo dizem, duas dá azar), temos aqui reunidas razões suficientes para tornar possível esta ideia de dragão tribal que o cliente tanto apreciava nos outros e agora é nele uma realidade.







Um piercing no nariz fica bem a qualquer mulher, menina ou senhora e esta menina não é excepção, por isso também ela pode a partir de hoje exibir com orgulho a sua nova jóia corporal.








A vida é feita de coisas simples, e por vezes na incerteza de uma acção despropositada e impensada, resultam autênticos tormentos para o futuro. O mesmo não se espera desta decisão intencional e completamente pensada, apesar do invulgar posicionamento da fotografada estrela entre os dedos.
Como sendo a primeira tatuagem deste cliente, pretendia-se algo simples e discreto mas ao mesmo tempo fora do vulgar.
E o objectivo foi conseguído.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Uma por ano

Episódio 63





À razão de uma por ano, esta pequena grande cliente vai "preenchendo" alguns espaços do corpo com as suas tatuagens de eleição. Este diabinho foi a escolha deste ano, cuja intenção era uma coisinha pequena e simples.











No episódio 40 já apareceu esta com a indicação de "1 ano depois", que agora reafirmo: foi a do ano passado.










A primeira de todas (cerca de 2 anos) foi um tribal no fundo das costas comum a uma grande percentagem de mulheres que se tatuam.

O orgulho de ser português, nem sempre é demonstrado da mesma forma por quem realmente sente no coração a honra de o ser.


Para provar o verdadeiro patriotismo pela sua nação que é Portugal, este cliente (anual) escolheu esta cruz "quinada" que é não só representativa do nosso futebol, como também um símbolo nacional de grande valor.


O mesmo que, faz agora um ano, mostrou o mesmo orgulho em ser pai do "Bruno", não querendo assim desperdiçar uma oportunidade de o demonstrar para sempre no seu braço esquerdo, que a partir de hoje "carrega" também a sua pátria.


terça-feira, 29 de julho de 2008

Simplicidade

Episódio 62



Um ano decorrido desde o dia em que foi tatuado, este filho de emigrantes regressou ao "seu país" e ao seu "tatuador" para a "inspecção", visita essa da qual registei esta fotografia e conferi o bom aspecto da tatuagem.








Também do estrangeiro veio esta cliente que aproveitando as férias e o melhor preço neste tipo de serviços em relação ao país de onde veio (Alemanha), aproveito para furar o mamilo. Depois de vários piercings que ela hoje mantém, outros dos quais se cansou e tirou, este é o último da "colecção".
A tatuagem, essa ficou marcada para daqui a alguns dias.





Uma coisa simples, bonita e nada de extravagante foi e "exigência" desta cliente que não quer sequer pensar que um dia se pode arrepender de a ter feito.
Na minha opinião e dado o desenho ser mesmo simples, além da cliente sair satisfeita acredito que nunca se irá arrepender de uma coisa que desejava à tanto tempo, mas que só agora se decidiu a fazer.

sábado, 26 de julho de 2008

Um cover e muito furo

Episódio 61

Quando se trata de um cover-up ou reconstrução de uma tatuagem, a responsabilidade é a dobrar. A espécie (rara) de golfinho que esta cliente "carregava ás costas", teve hoje um final mais feliz do que das duas últimas intervenções... sendo que a primeira foi o "golfinho" e a segunda foi o pequeno tribal representado na imagem "ANTES" com a intenção de disfarçar um erro da primeira.
Foi uma longa etapa até ao dia de hoje em que tudo ficou "finalmente bem resolvido" - palavras da cliente que hoje viu finalmente solucionado o problema daquela espécie rara de golfinho.
Apesar de ter ficado pendente um retoque para acertar alguns pormenores, é fácil distinguir o verdadeiro do falso, atendendo ao que existia foi um bom melhoramento sem ter de alterar muito o formato original pretendido pela cliente.
de salientar que o meu trabalho é apenas o de reconstrução e não das duas primeiras fases desta longa tatuagem.




A verdadeira razão deste piercing na cartilagem interna será aqui esclarecida na primeira pessoa sob a forma do opinião a este episódio.
Espreitem lá e comentem também.








Um piercing no sobrolho porque:
" -todos os meus amigos têm e como eu gosto também quero !"
E acho que está tudo mais que dito.

A única coisa que difere dos outros é realmente o posicionamento um pouco mais dentro do que aquilo que é habitual neste tipo de piercing.

Com esta visita, fiquei também com o registo (fotográfico) da sua tatuagem feita à cerca de 1 ano. Continua i
mpecável.




Um
piercing na cartilagem como recompensa a alguém que tira 19 valores à disciplina de matemática... Parece-me muitíssimo bem.
Foi um final feliz depois de muito estudo e como o prometido é devido: cá está ele.










Enquanto alguns precisam atingir objectivos para realizar vontades, outros hão que o simples facto de ser moderno e "fashion", é suficiente para realiza-las.
Foi o caso do último cliente de hoje, que não precisou de muitos rodeios para ter o seu piercing no tragus.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Por capricho

Episódio 60

Às vezes basta um pequeno "empurrãozinho" para chegar-mos lá. Esta cliente foi "arrastando" a ideia e a vontade de fazer uma tatuagem mesmo antes de algumas amigas e familiares a terem feito primeiro. Mas hoje decidiu mesmo aceitar a ideia de, de uma vez por todas fazê-la, para deixar de ser "criticada" por não a ter ainda e para não ser mais "apelidada" de medricas...A escolha foi fácil e o serviço também.
Assim fica concluído mais um episódio cuja história foi isso mesmo: Um capricho.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Por tudo e por nada

Episódio 59

Para se fazer uma tatuagem, nem sempre é necessário um grande motivo, apesar de lá no fundo ele até existir. Foi mais ou menos assim que estas duas amigas resolveram aventurar-se numa.
A escolha foi tão demorada como o tempo útil da execução da mesma, sendo que depois de tudo bem decidido foi fácil tornar a vontade numa realidade para as duas, mesmo que durante o processo um ou outro "ai" baixinho revelasse aquela dor obrigatória que caracteriza estas coisas das tatuagens. Compete a elas agora revelar algo mais sobre o seu significado, se assim o desejarem.


Tarde ocupada com a devolução de um sorriso a alguém que há já alguns anos se olha ao espelho com tristeza pela falta de umas sobrancelhas como em tempos existiram.

O resultado foi mais satisfatório do que esperava, pelo que ficou claro que de hoje em diante vai haver sempre um sorriso reflectido no espelho de cada vez que pensar que um dia não existiu ali aquela pilosidade que tanta diferença faz por cima dos nossos olhos.
Já sem contar, ainda houve tempo para um pequeno "souvenir", assim chamou à sua tatuagem a última personagem deste episódio. Tudo porque segundo ela, todos os anos na altura do fim das férias opta por registar algo na sua pele sob a forma de tatuagem. E a escolha para este ano recaiu sobre o árabe para traduzir do alemão as palavras: Saúde, Amor e Ódio. Sentimentos que para ela com certeza terão muito valor.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Liberdade incondicional

Episódio 58

Uma borboleta que começa a sua vida com um aspecto nada bonito, transforma-se em algo belo e completamente livre...
Foi a partir deste conceito que surgiu a ideia de tatuar esta borboleta, que apesar de simples e descolorida, passa bem a mensagem de liberdade que de hoje em diante planará de mãos dadas com esta cliente.

sábado, 19 de julho de 2008

Aos pares

Episódio 57

À Flor da Pele

A Lenore é, juntamente com a Filipa, uma das personagens desta história. A Lenore já está habituada ao papel de protagonista. A Filipa está habituada a escrever as suas próprias histórias.

Esta é uma história escrita à flor da pele, uma história onde a poesia se confunde com a ilustração e com a banda desenhada. A Lenore e a Filipa conheceram-se por intermédio do célebre Edgar Allan Poe. Quem poderia adivinhar que uma pesquisa online pelo poema “Lenore” de Poe despertaria das catacumbas do google, não os versos inspirados do poeta inglês, mas antes a imagem singela e maliciosamente sedutora dessa “Cute Litlle Dead Girl” – Lenore – nascida da imaginação de Roman Dirge.

Esta Lenore desenhada não sobre papel, mas sobre pele nasce com asas de borboleta, ou melhor, renasce, uma vez que a borboleta é um símbolo de vida, de metamorfose, invocando o mito do eterno retorno: a Lenore renasce através do poder transmórfico da borboleta.

O que nos leva ao segundo capítulo desta pequena história. Uma segunda borboleta encontra o seu caminho até à epiderme da coxa da Filipa. O fascino pela beleza diáfana das borboletas é marcante na Filipa. Fadas, Elfos, Anjos, Borboletas, seres alados no geral despertam-lhe mundos de sonho e fantasia. Nas costas da Filipa abriam-se já as asas de uma mulher angelical, agora ouve-se um novo bater de asas que sobe pelo torneado da perna. Lembra-nos a beleza de uma manhã de Primavera, o beijo quente e doce de uma flor, lembra-nos que o simples bater de asas de uma borboleta pode ser o suficiente para transformarmos o mundo!

Texto: Rui


Como deu para entender, foi um belo par de tatuagens.
Também aos pares vieram a histórias seguintes...

Duas amigas com um desejo em comum: um piercing no umbigo, desta feita e ainda com o estômago pedindo sustento perfurei os dois umbigos com alguma facilidade, visto a menina da esquerda (na foto) trazer uma barriguita dura que nem sempre resulta numa perfuração rápida.
Apesar de singular, este piercing mamilar tem uma vertente dupla na história deste cliente.
Visto ter sido a segunda perfuração no corpo dele, acabamos por ter aqui um par de piercings no mamilo porque depois de uma pequena cirurgia não ter permitido uma reposição rápida do piercing no mamilo esquerdo , o cliente viu-se agora "obrigado" a perfurar o (direito) devido ao facto de o outro (esquerdo) ainda estar em período de cicatrização.

Assim sendo passa a ter um o par de furos mas usufruindo apenas de um piercing.


Mais uma história com duas personagens estaria reservada para o final deste episódio.
Agora para vos dar a conhecer o mundo das estrelas que unem na amizade estas amigas num significado muito próprio e que só a elas pertence. A mesma tatuagem na mesma zona do corpo terá assim a partir de hoje mais uma forte ligação entre elas.
Porquê estrelas ?
Porquê três ?
Só elas poderão responder...

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Suportável

Episódio 56

O receio de um acto doloroso é sempre um inconveniente no momento de fazer um piercing pela primeira vez.
Mesmo que a ideia dessa dor estaja comparada a uma simples "picada de vacina", só depois de sentir a verdadeira picada da agulha do piercing se pode ter a real certeza de que não passa disso mesmo, uma "picada de vacina".
Foi esta a experiência desta cliente que entrou receosa e saiu convicta de que aquele "nervoso miudinho" foi desnecessário, mas estas coisas são assim mesmo, e é preciso sentir na pele para ter a certeza absoluta de como tudo funciona em relação aos piercings.


O gosto pelo animal em si e a longa tradição do mesmo nas tatuagens fizeram este cliente/amigo tomar uma decisão acertada na escolha da sua.
Algo doloroso em algumas zonas, mas "nada que não se aguente".
O resultado foi melhor do que ele esparava, o que fez de mim também mais realizado e satisfeito com o serviço.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

- Vai com Deus!

Episódio 55

Em dia de aniversário, nada melhor que presentear o nosso próprio corpo com uma tatuagem.
Foi o que fez este cliente/amigo (de escola) ao celebrar 1/4 de século.
A vontade de tatuar a "imagem de Cristo" era antiga, e tendo como motivos a protecção, a crença, e algo mais que nem sempre se vê, hoje foi o grande dia.
Serve a presente para também dar resposta justa e sincera ao desejo de quem se despede dizendo: "-Vai com Deus !", que em jeito de brincadeira este amigo comentou: "Ele está sempre comigo."
E é mesmo verdade, se até agora Ele era invisível, neste corpo a partir de hoje é possível vê-Lo.
Parabéns por mais um aniversário e pela história desta tatuagem.

sábado, 12 de julho de 2008

Episódio 54

Episódio 54

À esquerda, a "rapariga" porque gostou das estrelas do "rapaz" e por ser o seu símbolo da sorte, decidiu tatuar uma.
Em baixo, o "rapaz" por sua vez hoje em vez de tatuagem fez um
piercing no tragus tal como tinha a "rapariga".
Mas aproveitando a sua passagem por cá decidi eu também inserir no episódio de hoje algumas das suas tatuagens feitas por mim e já completas. Desde a clave de sol à teia de aranha no cotovelo passando pela pulseira de estrelas da qual surgiu a ideia da "rapariga", tudo tem de alguma forma ligação com música que é o que este jovem baterista adora.




















Para o resto da vida ficará também "gravado" no braço deste cliente o nome da sua filha.
Escolheu o árabe por achar interessante a forma como escrevem, mas também por já ter visto coisas idênticas e ter gostado.
Mais um cliente satisfeito que deixou "promessa" de uma próxima. Cá o aguardamos .




Ao terminar o dia, mais um tragus para furar.
Muito em voga nos últimos tempos, este piercing ganhou fama e notoriedade desde que algumas celebridades começaram a aparecer ostentando um. E assim nascem "as modas".

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Afinal não doi...

Episódio 53

Dois irmãos de passagem por Santo Tirso. Ela aproveitou para substituir o piercing no nariz que à algum tempo lhe vinha a dar "chatices". Ele quase um ano depois de ter feito a tatuagem, veio deixar-me uma recordação para o meu book de trabalhos e desta forma constar agora também num episódio desta blogonovela que já apresentou mais de 50 episódios.


O receio da dor é muitas vezes um grande obstáculo quando se pensa em fazer um piercing. Mas na verdade, e tal como se diz: "a dor é psicológica".
O certo é que para uns é fácil de ultrapassar, já para outros nem por isso.
E a língua em particular continua a ser uma zona que levanta sempre imensas críticas e falsas ideias na maioria dos casos.
De facto o momento em que se perfura a língua não é doloroso nem de todo insuportável, contudo os momentos (dias) seguintes podem ser algo difíceis de passar.
E como cada caso é um caso, este será mais um que terá as suas particularidades e diferenças em relação a qualquer outro.
E eis a expressão desta cliente no final do serviço:
"- Afinal não doeu tanto, como eu estava à espera!"

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Na altura certa

Episódio 52

Alguns anos passaram desde que surgiu a ideia de tatuar um diabinho.
O tempo foi passando e a coragem: ora vinha , ora voltava depois voltava a surgir e de seguida passava, sempre por este a ou aquele motivo se foi adiando, adiando... Até hoje!
Em vésperas de férias tomou a decisão, e tendo em conta o tempo que vai precisar para cicatrizar (cerca de 3 semanas), foi a o momento certo para a tão desejada tattoo.






Foi com muito entusiasmo que este cliente/amigo fez a sua primeira tatuagem, e que por certo não será a ultima.
Duas letras como forma de "identificação" na pele, significando para si uma ou várias identidades.
É um bom começo.

sábado, 5 de julho de 2008

Diferentemente igual

Episódio 51



A escolha de estrelas para tatuagens continua no topo das preferências, como se tem vindo a observar nos últimos episódios.
Esta cliente (campeã de karaté), também decidiu de uma forma simples contribuir com uma pequena "homenagem" ao seu grupo de 3 amigas e tatuou uma estrela por cada uma delas.









Diferente do que é habitual neste tipo de tatuagem, este cliente optou por colocá-la centrada na perna mas diagonalmente.
Na minha opinião mais uma boa alternativa ao vulgar antebraço, estilo Simão Sabrosa e mais centenas que tal por esse mundo fora.







Já vai quase para um ano que esta fada faz parte da vida desta cliente que ao fim de muito tempo a aguardar para a fazer, lá tornou real o desejo (talvez concedido pela fada).
Desta forma encontrou também nela própria mais paz, tal como sugere a imagem da fada tranquilamente sentada na lua.
Está ainda ao seu gosto (e ao de quem a rodeia) tal como no primeiro dia.